Biografia de Cláudio de Souza

Escritor e teatrólogo brasileiro, nasceu em São Roque (S.P.) em 20 de outubro de 1876 e morreu no Rio de Janeiro em 28 de junho de 1954.

Oriundo de tradicional família paulista, era filho de Claudio Justiniano de Souza e de Antônia Barboza de Souza e, neto do coronel Claudio Joaquim Justiniano de Souza, que fora deputado imperial.

Sua irmã, Virgilina de Souza Salles, é considerada a pioneira do jornalismo feminino no Brasil, por ter criado, em 1914, a revista  “Luta moderna”, mais tarde denominada  “Revista Feminina”,  totalmente voltada às mulheres.

Era casado com d. Luiza Leite de Souza, filha do senador Luiz de Souza Leite e Deolinda Arantes de Souza Leite, barões do Socorro. A ela dedicou a maior parte de seus livros.

Formado em medicina, doutorou-se pela Faculdade do Rio de Janeiro, à qual viera transferido da Faculdade da Bahia.

Foi professor de terapêutica na Escola de Farmácia de São Paulo, fundou a Liga de Profilaxia Moral e Sanitária de São Paulo e o Dispensário Claudio de Souza voltado para a cura gratuita de sifilíticos e alcoólatras. Publicou inúmeros trabalhos científicos, entre os quais destaca-se Os nevropatas e degenerados, (1908), laureado com distinção pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Foi, no entanto, a literatura a sua verdadeira vocação, manifestada desde cedo quando, aos 14 anos, publicou um conto no  Diário Popular,  de São Paulo. Continuou escrevendo para a imprensa paulista e carioca durante a faculdade com o pseudônimo de Cláudio Junior.

É autor de extensa obra literária, composta de obras ensaios, romances, crônicas, conferências, relatos de viagens e peças teatrais. Publicou seu primeiro livro - Pela mulher - em 1898, de temática social. Somente quinze anos depois, em 1913, voltaria à literatura com o romance Pater !,  que lhe conferiu certo prestígio, publicando, a partir de então, de maneira quase interrupta até 1952, ano de seu último romance - A luta de gerações – cerca de 82 obras literárias.

Seria no teatro, entretanto, que Claudio de Souza obteria, de fato, a consagração e alcançaria os maiores êxitos. Considerado pelos críticos como o renovador do teatro nacional, que, após a morte de Artur Azevedo, se  encontrava  no marasmo de idéias e mediocridade técnica , atingiu com a peça Flores de Sombras, de 1916, o auge de sua carreira teatral.

Intelectual reconhecido tanto em território nacional quanto no estrangeiro, foi membro da Academia Brasileira de Letras (que presidiu por duas vezes), da Academia Paulista de Letras, da Academia Amazonense, da Academia José de Alencar (de Curitiba), do Sindicato Médico Brasileiro e do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura; sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa, da Academia Nacional de Artes e Letras de Cuba e do Instituto Argentino de Cultura. Foi ainda membro do setor de cooperação intelectual da Liga das Nações (mais tarde Nações Unidas) e da International Institute of American Ideals.

Em 1936, fundou o PEN Clube do Brasil, seção brasileira do PEN Internacional e a dirigiu como presidente, sem interrupção, até 1954. Dedicou, ao longo de sua gestão, especial atenção à entidade, conforme prova seu testamento, no qual legou ao PEN Clube do Brasil vários imóveis destinados à instalação da sede social e constituição de receitas necessárias ao seu funcionamento, além de sua importante biblioteca,  acervo documental e elevada quantidade de bens móveis (mobiliário, alfaias, louças e pratarias, jóias e tapetes e quadros de artistas renomados).

BIBLIOGRAFIA

TEATRO E CINEMA

 Mata-a ou ele te matará  – comédia em 1 ato representada em 1896 pela Cia. Ismênia dos Santos.

 Eu arranjo tudo , três atos, comédia 1915.

 Yo arreglo todo , versão espanhola, 1915.

 Flores de sombras , três atos, comédia 1916.

 Fiori de Ombra , versão italiana.

 A renúncia , peça em três atos, 1917.

 O assustado das pedrosas , um ato, 1917.

 Um homem que dá azar , um ato, 1918.

 Outono e primavera , três atos, 1918.

 O turbilhão , três atos, 1921.

 El turbellino , tradução espanhola.

 A jangada , três atos, comédia, 1920.

 As sensitivas , três atos, comédia, 1920.

 O exemplo de papai , um ato, 1921.

 O conto do mineiro , um ato, comédia, 1923.

 O milhafre , três atos, 1921.

 Oisean de rapine , tradução francesa representada pela cia. de Theathre Athenée de Paris, 1921.

 Le petite et le grand , um ato, 1920.

 Os bonecos articulados , três atos, 1921.

 Noves fora… nada! , ato infantil, 1924.

 Uma tarde de maio , três atos, 1921.

 Ave Maria , um ato, 1921.

 A escola da mentira , três atos, 1923.

 O galho seco , três atos, comédia, 1922 (inédita).

 A arte de seduzir , três atos, comédia, 1927.

 A matilha , peça em três atos, 1924.

 Os mestres do amor , um ato, 1928.

 O que não existe , um ato, s/d.

 Os arranha-céus , três atos, 1929.

 Rosas da Espanha , um ato, 1933.

 Papai, mamãe, vovó , três atos, s/d.

 O grande cirúrgico , três atos, comédia, 1933.

 Mariuza , opereta, três atos, 1933.

 Teatro ligeiro , 1o volume, 1936.

 Fascinação , peça em três atos, 1936.

 Pátria e bandeira!  (cinema), s/d.

 Le sieur de Beumarchais , peça em francês com quatro atos.

 O velho ciumento  (tradução de Cervantes) s/d.

 A mulher que se queixa do marido , (extraído de Erasmo), s/d.

 A maça do paraíso , um ato, extraído de  Los Hermanos parecidos,  de Tirso Molina (versos de C. Paula Barros).

 Uma balzaquiana em apuros , um ato.

 Resposta a As mãos de Eurídice , dois atos.

ROMANCES, NOVELAS E VIAGENS

 Pela mulher, 1898 (1o livro publicado).

 Pater! , 1913.

 Pater! , edição espanhola, 1913.

 Pater! , 2a edição revista e alterada, 1950.

 A conversão  (novela).

 La conversion , tradução espanhola.

 Ritmos e idéias , 1920.

 De Paris ao oriente , dois volumes, 1928.

 As conquistas amorosas de Casanova , 1931.

 Um romance antigo , 1933.

 As mulheres fatais , 1928.

Las mujeres fatales , edição espanhola.

 Chair de peché , edição francesa, 1932.

 Carne di peccato , tradução italiana.

 Três novelas , 1933.

 A luta de gerações , romance, 1952.

 Os infelizes , romance, 1926.

 Viagem a região do pólo norte , 1939.

 Terra do fogo , 1939.

 A vida e o destino , contos, 1944.

 Sol e sombra , contos, 1945.

CONFERÊNCIAS E DISCURSOS

 Impressões do Japão , 1940.

 Maria e as mulheres bíblicas , 1921.

 Da era antiga à era moderna , 1917.

 Das belas artes , 1910.

 A saudade , 1921.

 A vida e a dor , 1921.

 Discursos na Academia Brasileira  – recepção do autor, dr. Osvaldo Orico, de Clementino Fraga, de Joaquim Leitão e sessão de saudade de Medeiros e Albuquerque.

 Nosso primeiro comediógrafo , 1934.

 O teatro brasileiro , revista IHGB, 1935.

 O humorismo de Machado de Assis , 1939.

 Os paulistas, seu passado, seu presente , 1941.

 Os últimos dias de Stefan Zweig , 1942.

 O teatro luso-brasileiro do século XVI ao XIX , 1941.

 As duas realezas , 1944. (conferência sobre Vicente de Carvalho).

 Raul Pompéia , 1944 (conferência).

 Assistência aos escritores , 1944.

 Milton e a liberdade de imprensa .

 As amantes de Chateaubriand , (conferência).

 Pela mulher, 1898.

 A vida e a obra de Strindberg , conferência.

 A vida tormentosa de Edgar Poe , conferência.

 Bernard Shaw , conferência.

 Sá de Miranda , conferência.

 Os nevropatas e degenerados , laureada com distinção pela faculdade de medicina do Rio de Janeiro, 1908.

 A responsabilidade civil dos sifilíticos , 1904.

 Do alcoollismo , 1905

 Sur l’Anaphylarie , 1905.

 Os primeiros sinais de turbeculose , 1906.

 



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